• Andre Santos

MARGINAL - novo Ep da banda Matakabra: o mesmo é uma grande evolução conceitual


Independente

Matakabra - 2017

A banda Matakabra surgiu em Pernambuco em 2015,com a intenção de deixar suas músicas registradas no Metal Nacional. A soma de seus riffs densos e elaborados aliados a bateria com performances levadas ao Metal extremo, criam o território perfeito para suas composições que soam extremamente agressivas, contidas em linhas de vozes que possa se manifestar. Suas composições são desenvolvidas em nosso vocabulário, então, suas letras retratam com clareza a brutalidade e a violência do cotidiano. Com essa atmosfera empregada pela banda, qualquer um pode absorver com clareza suas mensagens.

Sua sonoridade transita entre o Death Metal/Core e certas influências do Black Metal, agregando a sua identidade, que remete ao um som mais elaborado e moderno com arranjos bem limpos e carregados de harmonias sólidas.

Os seus músicos: R. Costa, F. Marques, R. Coutinho e T. Espíndola, adotaram uma filosofia do Faça você mesmo, sendo assim, a própria banda adota pela produção de seus projetos somado entre eles dois Ep’s de trabalho.

Assim como no “Prole” de 2016, a banda apresenta mais um conceito que está presente em um novo projeto intitulado de "Marginal". Este mesmo título vai direto ao ponto, suas composições representam as formas de racismos que ainda até hoje está presente em nossa sociedade.

Marginal foi produzido pela própria banda, as gravações ocorreram em Camaragibe/PE. Já a mixagem e masterização feitas no J.A. Studio, pelo Joel Lima. O álbum conta com as participações de Bruno Saraiva (teclados) e Professor Jeison Silva (percussões), já a arte ficou a cargo de Pedro Muniz. Todo o projeto demonstra um crescimento nítido em criatividade, sua exploração técnica estão mais maduras.

Pois a obra de Marginal, demonstra o devido amadurecimento de Matakabra, o conjunto lírico da banda está muito bem elaborado.Por mais que seja um Ep, o mesmo apresenta ótimas composições, sendo notáveis em suas três faixas, sendo que uma delas é uma bela introdução tribal que carrega o nome de “Ogum” (em iorubá Ògún), na mitologia, orixá ferreiro, senhor do ferro, e da guerra. A mesma trás um clima sombrio à abertura do Ep.

Em seguida, temos a faixa “No Açoite”, onde o conjunto lírico aqui além de ser extremamente nervoso, chega a intimidar de tanto peso presente em sua elaboração,pois ainda a banda prima por riffs ríspidos, com a afinação baixa da guitarra de oito cordas aliadas com a seção rítmica composta pelos R. Coutinho (baixo) e T. Espíndola (bateria), toda a dinâmica é talhada em detalhes surpreendentes, que te cativa no primeiro momento da audição (tenha certeza que aqui vocês encontrará algo de extremo peso e técnico ao mesmo tempo).

E para fecharmos a audição do Ep temos a faixa de trabalho da banda em video - clipe, “Mordaça” é a faixa mais apurada do Ep, os arranjos estão primorosos, a banda trouxe um clima excelente entre as harmonias do teclado e guitarra, que abrem a composição dando um toque sombrio (tipo no estilo Alfred Hitchcock - Psycho).Os instrumentais dão um aspecto metálico em partes de sua condução, que horas caminham para um lado agressivo mas com nuances para o cadenciado, dando clima ótimo a canção. Ah também vale destacar os jogos de vozes trabalhadas por R. Costa, dando um grande destaque em todo o conjunto lírico.

Mais uma vez, a banda Matakabra surpreende com seu novo projeto. A prova disso é seu Ep Marginal, que demonstra o quanto a banda tem a oferecer.Por isso, faço uma pequena observação, sendo até mesmo uma critica: Matakabra tem um grande potencial para lançar um álbum completo, pois os Ep’s registrados em sua carreira prova isso que os caras têm “bagos” pra isso.Então aqui fica minha ressalva e torcida para um futuro breve,é só um álbum, que está faltando para esta banda que tens demonstrado grande aptidão para o feito.

Tracklist:

1. Ogum (intro)

2. No Açoite

3. Mordaça

Matakabra:

Rodrigo Costa - vocal

Fernando Marques - guitarra

Rafael Coutinho - baixo

Théo Espíndola - bateria

Participações:

Bruno Saraiva - teclados

Professor Jeison Silva - percussões

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