• Maria Correia

CANNIBAL CORPSE LATIN AMERICA TOUR 2022


Com grande satisfação, a Liberation Music Company anunciou recentemente o retorno da maior e mais importante banda do death metal mundial à América Latina em maio: CANNIBAL CORPSE. Promovendo o seu devastador 15° álbum, Violence Unimagined, a banda percorrerá diversas capitais do país e também passará pelo interior de São Paulo.


Datas no Brasil e sites de venda:

- 05/05 Limeira @Mirage www.clubedoingresso.com


- 06/05 Brasília @Toinha www.clubedoingresso.com


- 08/05 Fortaleza @Armazém www.clubedoingresso.com


- 10/05 Porto Alegre @Opinião www.sympla.com.br


- 11/05 Curitiba @Tork And Roll www.clubedoingresso.com


- 13/05 Belo Horizonte @Mister Rock www.clubedoingresso.com


- 14/05 Sao Paulo @Carioca Club www.clubedoingresso.com


- 15/05 Rio de Janeiro @Circo Voador www.eventim.com.br


Violence Unimagined. O título diz tudo o que você precisa saber sobre a décima quinta obra infernal do Cannibal Corpse. Composta por onze faixas, é o que há de mais inovador em death metal, tocada com paixão e precisão de tirar o fôlego, trazendo uma contribuição impecável ao que indiscutivelmente é um dos lançamentos mais proeminentes que o gênero já regurgitou. “Realmente segue o caminho que estamos trilhando há alguns anos”, afirma o baixista e membro fundador, Alex Webster. “Creio que abordamos a composição de modo parecido quase sempre: cada um de nós tenta escrever as músicas mais pesadas e memoráveis que consegue. Queremos que cada música tenha a sua própria personalidade identificável. Demonstrando a minha idade, gosto de dizer que você pode ‘colocar a agulha’ em qualquer ponto dos nossos álbuns e rapidamente identificar a música que está escutando”.


Sempre aprimorando o gênero que ajudaram a definir, Red Before Black, de 2017, evidencia-se como um dos destaques da sua carreira. Dar sequência a ele não foi exatamente fácil, mas o Cannibal Corpse de alguma forma conseguiu subir ainda mais o nível novamente. A abertura “Murderous Rampage” faz jus ao título em sua pressa para derramar sangue, e por sua vez, a trôpega, cativante e gloriosamente caótica “Ritual Annihilation” é pulverizante. Enquanto continuam fazendo o que fazem com grande autoconfiança, a mudança substancial ao Cannibal Corpse em 2020 foi a adição do guitarrista Erik Rutan às suas fileiras, que se juntou a Webster, ao baterista fundador Paul Mazurkiewicz, ao guitarrista Rob Barrett e ao vocalista George “Corpsegrinder” Fisher. Conhecido pelos seus papéis em Morbid Angel, Ripping Corpse e mais notavelmente à frente do poderoso Hate Eternal, Rutan há muito se estabeleceu como uma das forças mais dinâmicas no death metal contemporâneo. Simultaneamente, construiu uma reputação como um dos mais requisitados produtores no metal, tendo previamente produzido quatro álbuns do Cannibal Corpse, assim como os semelhantes Goatwhore, Soilent Green e Belphegor. Guitarrista substituto desde 2019, em 2020 ele se tornou um membro da banda, contribuindo no processo de composição. “Acho que a diferença mais perceptível neste disco será o acréscimo de Erik à banda. Ele escreveu três músicas completas para o disco, música e letra, e a sua composição e modo de tocar guitarra trouxeram algo novo, e creio que o seu estilo musical se integrou ao nosso muito bem”, Webster comenta entusiasmado. Isso não é tudo que ele traz à banda. “Ele é um grande amigo nosso, então em um nível pessoal, ele tem sido um encaixe perfeito, como sabíamos que seria. Além disso, ele é uma das pessoas mais trabalhadoras que conheço, na música ou fora dela, e ele tem uma energia elevada, um comportamento positivo em situações desafiadoras nas quais outras pessoas poderiam ir em uma direção negativa. Essa energia e ótima atitude contagiam o resto de nós também. É realmente uma situação perfeita quando você adiciona alguém a uma banda, ou a qualquer tipo de equipe: alguém que é excelente no que faz e também inspira as pessoas à sua volta”.


Já famoso pelo nível de extrema técnica que traz a cada disco, em Violence Unimagined, o Cannibal Corpse elevou mais ainda o seu nível, principalmente na bateria de Mazurkiewicz. “Creio que todos nos esforçamos um pouco mais na técnica neste disco, com o Paul provavelmente indo mais além. Este álbum é talvez o mais intenso em bateria que já fizemos. Parte disso pode ser devido ao Erik ter entrado na banda. O estilo de composição musical dele frequentemente tem uma bateria tecnicamente desafiadora, provavelmente por causa dos seus anos de experiência no death metal de alta velocidade”. E com letras de conteúdo tipicamente sombrio e deformado, Mazurkiewicz criou o título apropriado do disco, “resumindo sobre o que a banda é em cada faceta, e levando a violência a outro nível de extremo”.


Com Rutan na banda, tê-lo como produtor foi uma decisão óbvia no estúdio Mana Recoding em St. Petersburg, Flórida – a sua base central de operação. Usar o estúdio para pré-produção, ao invés de seu local de ensaios de sempre, foi uma grande vantagem desde o início, permitindo-lhes chegar ao processo de gravação em si mais preparados do que nunca. Entretanto, os seus planos de gravarem o álbum totalmente juntos foram interrompidos pela pandemia de Covid-19, e Webster foi forçado a gravar as faixas de baixo no seu estúdio em casa. “Moro do outro lado do país agora, o que não havia sido um problema antes da pandemia. Podia ir à Flórida sempre que precisasse. O meu voo estava marcado para que eu fosse gravar no início de abril de 2020, e obviamente era bem no início de todos os lockdowns e restrições de viagem nos Estados Unidos, então não fui. Felizmente, tenho muita experiência gravando faixas de baixo em casa, então não afetou o som do álbum de maneira nenhuma. Fiquei em contato constante com o Erik e os outros caras durante o processo e na verdade acabou sendo bem tranquilo. É claro que estou ansioso por gravar no estúdio grande com os caras para o próximo álbum, mas fico feliz por essa opção ter funcionado bem para nós”.


E não seria um álbum do Cannibal Corpse sem o impressionante trabalho artístico de Vince Locke, e Violence Unimagined não é nada diferente – desta vez, a capa mostrando uma mãe comendo o seu próprio bebê, embora Webster admita que por motivos de censura, eles pediram para o Locke fazer uma peça complementar que será lançada mais amplamente.


Agora no trigésimo segundo ano de existência da banda, Weber ainda tem a mesma voracidade para fazer turnês, e apesar de impossibilitados durante a crise de Covid-19, o baixista espera que não passe muito tempo para que possam voltar à estrada. De qualquer forma, ele está olhando para o futuro, não para o passado da banda. “Estamos muito entusiasmados em continuar este novo capítulo da banda com o Erik a bordo. Creio que uma banda deva sempre trabalhar para melhorar e tentar transformar o que estão fazendo no momento na melhor coisa que já fizeram, então é isso que faremos”.


Line Up:

George “Corpsegrinder” Fisher: Vocais Erik Rutan: Guitarra Rob Barrett: Guitarra Alex Webster: Baixo Paul Mazurkiewicz: Bateria


Fonte: Liberation Music Company