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  • Foto do escritorMaria Correia

Em campanha de financiamento coletivo, livro 'Paul McCartney no Brasil' contará histórias da passagem do beatle pelo país




Em 2010, o músico e chaveiro Ivan Cabeça foi chamado com urgência ao Estádio do Morumbi para abrir o camarim de Paul McCartney, que estava trancado, e acabou não só se aproximando do beatle como assistindo ao show de lá mesmo. Em 1990, antropóloga May Waddington, intérprete de Paul McCartney em sua primeira vinda ao Brasil, sugeriu ao músico que recebesse um prêmio enviado pelos Estados Unidos das mãos de um líder seringueiro do Acre. A projeção na mídia salvou o coordenador do Conselho Nacional dos Seringueiros, Antonio Macedo, que estava ameaçado de morte.



Essas e outras histórias estão reunidas em Paul McCartney no Brasil, livro de Leandro Souto Maior que será editado pela Garota FM Books ainda no primeiro semestre de 2024. Com prefácio de Samuel Rosa e orelha escrita por Pedro Bial, dois grandes fãs do músico, Paul McCartney no Brasil tem foto de capa assinada por Marcos Hermes e o design da capa é de Daniel Gnattali. Para esse projeto se tornar realidade - seguindo o padrão do projeto anterior de Leandro Souto Maior, o livro Jimmy Page no Brasil (2021) - autor e editora buscam captar recursos através de um financiamento coletivo no Catarse. Além do próprio livro a um preço menor do que ele custará quando chegar nas lojas, há diversas outras recompensas na campanha (camiseta, bolsa, outros livros e café). Participando da campanha, o nome do apoiador vai figurar na lista da apoiadores, no livro, bem como a logomarca de empresas.


Outras histórias

Paul McCartney fez um show no Maracanã que foi parar no Guiness Book. O beatle é o único grande artista internacional que sai do eixo Rio-São Paulo, tocando também em Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Goiânia, Fortaleza, Salvador e Cariacica. É o popstar gringo que mais conhece o Brasil e nosso país é um dos poucos lugares do planeta que ganhou uma composição sua: "Back in Brazil". Desde 1990, quando realizou o célebre show carioca para 184 mil pessoas, somam-se 36 apresentações, já contando com as que ele fará na turnê de 2023.


"Paul sempre tenta falar em português, com sotaque de gringo: 'até a próxima', 'tamo junto'. Em São Paulo, ele diz 'manos e minas', em Curitiba ele diz 'piás e gurias', isso é, se preocupa até com nossos regionalismos", ressalta o autor. "E Paul é o único grande artista internacional que sai do eixo Rio-São Paulo, tocando também em Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Goiânia, Fortaleza, Salvador e Cariacica. É o popstar gringo que mais conhece o Brasil".


Sobre o autor

Leandro Souto Maior é músico e jornalista. Trabalhou nas rádios BandNews, Fluminense FM e Cidade, e nos jornais cariocas Jornal do Brasil e O Dia. Em 2014, lançou o livro Heróis da guitarra brasileira (Ed. Irmãos Vitale) com o também jornalista Ricardo Schott, e em 2021 lançou Jimmy Page no Brasil (Ed. Garota FM Books). Além de escrever e tocar - é guitarrista na banda Os Trutas - é sócio e um dos curadores da Casa Beatles, um bar-museu beatlemaníaco em Visconde de Mauá (RJ).


Sobre a editora

Garota FM Books é uma editora de publicações voltadas para o mercado da música criada em 2018, durante a produção do Discobiografia Mutante: Álbuns que Revolucionaram a MPB, de Chris Fuscaldo. Depois dele, vieram: Jimmy Page no Brasil (2021), de Leandro Souto Maior; Renato, o Russo (2021), de Julliany Mucury; 1979 - O ano que ressignificou a MPB (2022), organizado por Célio Albuquerque, com 104 autores; Cantadas - Ensaios Sobre 35 Grandes Vozes de Mulheres da Música Brasileira (2022), de Mauro Ferreira; O Produtor da Tropicália - Manoel Barenbein e os Álbuns de um Movimento Revolucionário (2022), de Renato Vieira; e De Tudo Se Faz Canção - 50 anos do Clube da Esquina (2022), organizado por Márcio Borges e Chris Fuscaldo. Em 2023, além de Mela Cueca - As Canções de Amor que o Mundo Esqueceu, do DJ Zé Pedro, a editora lançou A Todo Vapor - O Tropicalismo Segundo Gal Costa.


Por: Ana Paula Romeiro

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