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  • Foto do escritorMaria Correia

Entrevista: Lucifer - "É, eu acho que é menos ciência quando se vem do coração"




Photo Credit: Linda Florin

Texto / Pauta:

Gabriel Gonçalves - @dgfotografia.show


Lucifer é um dos nomes mais comentados no mundo do heavy rock nos últimos tempos, a banda trás uma sonoridade pesada no estilo setentista e mostra fortes influências da época.


A banda é composta por:

Johanna Sadonis - vocais

Nicke Andersson - bateria

Martin Nordin - guitarra

Linus Björklund - guitarra

Harald Göthblad - baixo


No dia 8 de novembro (terça-feira) tivemos a oportunidade de conversar brevemente com dois dos integrantes de Lucifer em coletiva, Johanna e Nicke, que nos mostrou uma perspectiva muito agradável dos artistas.


Sempre se mostrando brincalhões abertos a qualquer pergunta os integrantes já ingressam na coletiva on-line sorrindo e relacionando a camisa de Johanna e de Dewidson da Heavy Metal Online / SOS Metal Radio Show – Portugal , por ambos estarem usando a camisa do “Dazing”.


Os músicos responderam a diversas perguntas que se relacionam desde ao processo criativo do seu último álbum “Lucifer IV” até a relação dos músicos diretamente com a música.


Ao chegar na nossa vez resolvi usar o nosso tempo limitado para descobrir um pouco mais sobre o processo criativo e “pensamento musical” que eles usam em sua carreira:


- Existe alguma escala, harmonia ou modo grego favorita por vocês para compor melodias e músicas ?

Johanna: Acho que tudo começa que nossas afinações são em C# *, e a ideia é não deixar as coisas “chatas”

Nicke: Eu acho que é porque provavelmente na sua cabeça (Johanna) tem uma certa estrutura para Lucifer e isso acontece na minha cabeça também mas é um pouco diferente e juntos acaba dando certo, na minha opinião, mas não é como uma coisa extremamente pensada é algo mais como um sentimento que nós temos e colocamos na banda.

Johanna: Acho que é exatamente isso, eu trabalho de uma maneira mais interna e não penso em escalas quando eu “componho” uma melodia vocal, sabe isso acaba apenas vindo, acho que a música já está lá você só precisa ir achando e abrindo suas camadas e ir polindo até que você sinta: ‘é, agora está certo’.


Gabriel MNP: Acaba trazendo algo mais humano a música

Johanna: É, eu acho que é menos ciência quando se vem do coração.


- Qual foi a inspiração para “Lucifer IV” e qual a música favorita de vocês ?

Nicke: eu não acho que tenha tido alguma inspiração musical específica, pelo menos não para mim, talvez para Johanna pois ela compôs as letras pode ser diferente, mas é como eu disse em sua pergunta anterior, existe uma estrutra para se trabalhar junto mas acho que de vez em quando me sinto inspirado pelos Beatles, sei que Lucifer não tem nada haver com os Beatles, mas acontece de me sentir inspirado por eles. Acontece também quando estou na rua e escuto uma música ruim no rádio me dá vontade de voltar em casa e escrever uma música melhor então não é nada específico que acaba me inspirando.

Johanna: Acho que minha música favorita, são na verdade 3 dos singles lançados:

Crucifix; Wild Hearses e Bring me his head.


A “Bring me his head” em específica porque é muito empolgante e a ideia da letra me lembra muito uma letra de vingança.


E sabe, quando vou fazer um álbum e quero fazer algo ‘conceitual’ ou algo do tipo e acabam surgindo os temas e trabalharmos em cima disso e acho que a música tem que ser sobre isso, e de novo, é algo muito mais interno, e não algo de fora, apenas acontece e “Bring me his head” é sobre, não querer abrir a mente para um certo ‘lixo’ mas por ser mulher tenho que lidar com certas coisas na música ou no geral e está é minha letra de vingança para as más experiências e fico feliz em fazer isso.


Em “Crucifix” foi muito divertido para mim pois foi a primeira música que compus junto a Linus, o guitarrista, porque normalmente eu e Nick que compomos as músicas e agora Linus compôs duas músicas comigo e foi uma coisa muito legal de se ver porque eu não esperava por isso, e sabe quando perguntamos a ele se gostaria de participar da composição conosco e ele nos trouxe a demo de “Crucifix” eu pensei: ‘Nossa isso ficou realmente muito legal’.

Eu não tinha ideia de que isso aconteceria, eu sei que ele é um grande músico mas escrever letras é um pouco diferente de se fazer e isso foi uma ótima surpresa.


E “Wild Hearses” porque é tão mórbido e e como outra ‘música de cemitério’ que são as minhas favoritas.

Essa foi nossa participação nesta coletiva de imprensa super intimista com a dupla de Lucifer.


Lembrando que agora em 2022 Lucifer vem ao Brasil pela primeira vez no dia 03 de Dezembro no Fabrique Club, com


realização da Tumba Productions e Xaninho Discos.

Photo Credit: Linda Florin

Nós do Metal no Papel agradecemos a oportunidade concedida pela Nuclear Blast (Marcos Franke), Luciano Piantoni ( LP Metal Press) e ao nosso colaborador Gabriel Gonçalves!

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