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  • Foto do escritorMaria Correia

Na Argentina os portugueses do Moonspell faz show contagiante na vibrante cidade de Buenos Aires


Texto: Emerson Mordien - @emersonmordien

Fotos: Paula Andersen - @paulaandersen.ph

Tour: IDL Entertainment - @idlentertainment

Realização / Press: Bayres Entertainment - @bayres_ent / Gaby Sisti - @gabysisti


Dia 05 de abril, com noite de lua cheia na sempre vibrante cidade de Buenos Aires, era o clima perfeito para a volta dos lobos portugueses do Moonspell. Um dos grandes expoentes do Gothic Metal mundial voltavam a capital argentina trazendo a sua tour de aniversário de 30 anos e tendo como convidados especiais os chilenos do Weight of Emptiness, que visitavam o país pela quarta vez e dali começavam o primeiro dos seus 8 shows ao lado dos portugueses do Moonspell.


O evento foi produzido pela Bayres Entertainment em parceria com a produtora uruguaia IDL Entertainment (que trem trazido vários tours ao Brasil desde o último ano) e a casa escolhida foi o Centro Región Leonesa, uma casa nova em Buenos Aires, mas com uma nova localização e que esse ano irá abrigar vários outros eventos do mesmo porte.


A abertura da casa estava para as 18 horas, mas devido um atraso foi abrir mais próximo das 19 horas. E logo após a abertura, já sobe os chilenos do Weight of Emptiness para dar início a esta noite pra lá de especial. O Weight of Emptiness está promocionando o seu mais novo álbum “Withered Paradogma”, que foi lançado em março pelo selo europeu Sliptrick Records.

A abertura com a Intro “Mutrumtun” e a porradaria de “Defrosting” já mostrou que os chilenos não estavam ali para brincadeira, o show seguiu em alto nível com “Chucao”, do último álbum Conquering The Deep Cycle, mostrando uma banda muito coesa ao vivo, com o vocalista Alejandro Ruiz agitando e interagindo a todo momento com o público presente.


Voltando ao novo álbum, eis que Wolves é tocada, mostrando mais uma vez o por que essa é uma da banda que mais tem chamado atenção no cenário sulamericano nos últimos tempos.

Toda a banda tem uma presença de palco incrível e a sonoridade misturando Metal Progressivo com Death Metal e um pouco de Doom Metal, tudo ali na medida certa são dignos de aplausos. Uma banda que certamente está pronta para vôos mais altos.

Fechando o show, temos Weight of Emptiness e Unbreakable, fazendo com que o festival já começasse em alto nível.


Com um pouco de demora devido a um problema ao que me parecia no teclado, sobe ao palco a segunda banda da noite, os locais da Inazulina com “Seductive Pain” e “Myself Victim”.

O quinteto capitaneado por Caro Anilorac faz uma mistura de Gothic, Dark Metal e algo de Hard Rock, o que a princípio pode soar estranho, mas que conforme você vai adentrando a música, ela começa a fazer mais sentido e a te envolver.


O grande destaque da banda fica por conta da vocalista e guitarrista Caro Anilorac, que é um show a parte e agita a todo momento, convidando a todos para interagir com ela.

O show finaliza em grande estilo com “White Mountain” e It’s Enough” e a banda sai ovacionada pelos presentes.


Uma rápida troca e sobe ao palco os também locais da Miseres. Já com a casa bem mais cheia, o quinteto abre o show com “Feel Nothing” e “Fake World” que de início já anima os presentes.


A Miseres faz um Gothic Metal que em muitas partes lembram o próprio Moonspell, banda que logo após subiria ao palco e agradou bastante a todos os presentes, deixando o caminho aberto para os portugueses do Moonspell trazer a sua celebração de 30 anos. O show foi finalizado com “Voices” e “The Sinner”.


Após 30 minutos de espera, começa nos falantes a intro de Mr. Crowley do grande Ozzy Osbourne e todos já sabem o que virá pela frente. Luzes se apagam e um a um vão entrando os integrantes do Moonspell e começam o show com “The Greater Good”.

O vocalista Fernando Ribeiro é o último a entrar e desde início mostra o por que é um dos grandes frontmans do Heavy Metal Mundial. Logo após “Extinct”, chegam as clássicas “Opium”, “Night Eternal” e “Finisterra”.


Fernando Ribeiro em uma de suas pausas fez questão de parabenizar os argentinos pela conquista da Copa do Mundo de 2022 e a todo momento a banda demonstrou um enorme carinho pelos fãs e o público reconheceu e mostrou muita energia em todo o set dos portugueses.


Mais clássicos seguiram com “Scorpion Flower”, “Nocturna”, a pesadíssima “Mephisto” a uma das mais esperadas da noite, “Vampiria”, que fizeram muitos presentes se emocionarem por poder ouvir este grande clássico do disco “Wolfheart” de 1995.

Logo após uma pequena pausa, com o público ovacionando em alto e bom som eis que surge um dos maiores clássicos dos portugueses, se não o maior clássico e é claro que estou falando da poderosa “Alma Mater”, que teve o seu coro e riffs cantados a plenos pulmões por todos os presentes. Um momento épico de se presenciar.


Logo após este grande petardo, a banda se despede e após alguns minutos retornam para o bis, começando com “Wolfshade (A Werewolf Masquerade)" e finalizando com outro clássico absoluto da banda “Full Moon Madness”.

Show finalizado, os portugueses do Moonspell saem ovacionados e os fãs extremamente felizes pela incrível celebração aos 30 anos da maior banda de Gothic Metal do mundo.

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