• André Santos

SCARS – Predatory (Review) Lançamento 2020


             Creditos: Dani Matos/@danimatos.fotografa

Selo: Brutal Records

Assessoria: JZ Press


Me recordo que o grupo paulistano Scars, fundado na década de 90 fez muito barulho dentro do movimento Underground Brasileiro. E este próprio nome se manteve em minha mente por volta de décadas seguintes, mas, só em 2018 o nome Scars me desperta uma certa curiosidade. Após sua dormência de dez anos, a banda começa a retomar suas atividades em palcos, e, até mesmo chega a disponibilizar dois trabalhos em formato de single’s, sendo eles “Armageddon” e “Silent Force”, lançados em 2019, tendo a produção de Wagner Meirinho.


Mas, ainda me despertava o interesse em saber se a banda daria continuidade em seus projetos ou até mesmo se lançaria algo novo, e, minha dúvida foi esclarecida com o pronunciamento do novo disco intitulado de Predatory, com lançamento previsto para o mês de agosto.


Ressalto que banda soltou no dia 28 de Maio, o vídeo clipe de Predatory, onde o mesmo estará disponibilizado no final da minha análise textual.

Mas enfim, o lançamento de seu novo projeto intitulado de Predatory, está previsto para o início do mês de Agosto, junto ao selo norte – americano Brutal Records, tendo sua destruição mundial através da parceria com a Sony Music.


Já para a produção de Predatory, a banda trouxe o renomado nome Wagner Meirinho (Loudy Factory), justamente pela confiabilidade e costume de já estar ao lado desse grande produtor.

A capa do disco fica por conta da assinatura do ilustrador e design gráfico paulistano Luís Dourado. E, um ponto interessante, é que o Scars trouxe o nome definitivo de Thiago Oliveira, na guitarra (Warrel Dane, Confessori, Seventh Seal e outros), músico já experiente e acostumado a tocar com o Scars, já que mesmo atuou ao lado da banda em seu retorno aos palcos.


Enfim, vamos a “bolacha” de Predatory: são 11 faixas do genuíno Thrash Metal paulista. O disco já abre com a faixa título, com uma bela introdução, e, logo o baixo se faz presente com uma linha bem imponente abrindo o caminho para a rítmica frenética das cordas e batera que ditam o peso de Predatory, aliados ao vocal agressivo de Regis.


A segunda audição fica por conta de “These Bloody Days”, curta e direta, cheia de refrãos bem encorpados. Sem dúvidas essa música vai levar o ouvinte bangear até quebrar o pescoço.

Ancient Power” abre já mexendo com seus sentidos. Desculpe o linguajar: “...que porrada de riffs...”. Faixa extremamente encorpada e cheia de agressividade, mas ao mesmo tempo repleta de grooves insanos, solos incandescentes estão presentes ao lado de uma rítmica frenética (sem dúvida é um dos destaques de Predatory).


A terceira surra nos tímpanos fica por “Sad Darknees of the Soul”, faixa que se destaca pela cozinha bem estruturada e arrojada, fora os arranjos melódicos presentes na composição e produção (mas a surra citada é justamente pelos punch’s, socando os tímpanos). Destaco-a por um motivo: a faixa quebra agressividade das três anteriores, mas com belo peso cadenciado.


Em seguida temos um instrumental bacana de “The Unsung Requien” me lembrando muito bem àquelas aberturas do início de show, quando a banda está preste a subir no palco (fica a dica: uma ótima opção de interlúdio de palco).


Gostei da sexta faixa “Ghostly Shadows”, Thiago e Alex trazem uma excelente linha de corpos de riffs envolventes. Novamente a cozinha do grupo se manifesta de forma bem coesa, com linhas bem fluentes, dando muito peso a faixa, fora o Regis que complementa toda magnitude da composição.


The 72 Faces of God” é aquela faixa tesuda, repleta de grooves e de quebras de tempo, o que encandece muita a faixa dentro dos onze “pertados”. As linhas das guitarras são convidativas, baixo extremamente groovado em alguns tempos (outro forte destaque).


Beyond the Valley of Despair” segue o meio de criação da terceira faixa (isso não acho ruim, é até bom. Me parece até um seguimento), Isso se refere a minha percepção na parte da linha harmônica.


Opa!! Em “Violent Show” a coisa muda de figura. Drives são bem fortes e rasgados, logo contemplados por riffs viscerais acompanhados pela cozinha bem elaborada, e, a dupla Marcelo e João ditam muito peso a faixa, com sua rítmica marcante.


As outras faixas que complementam os onze “petardos “ de Predatory são os singles de retorno do Scars na cena Underground: “Armageddon” e “Silent Force” responsáveis por fechar as audições do disco.


Cara, no que pude ouvir e analisar não tenho medo de dizer que o novo projeto da banda Scras, será um dos maiores lançamentos de 2020. Predatory é um tapa na cara, em qualidade de trabalho como produção. O disco está animal e vai deixar qualquer apreciador do Thrash Metal de boca aberta.

1. Predatory

2. These bloody days

3. Ancient power

4. Sad darkness of the soul

5. The unsung requiem (instrumental)

6. Ghostly shadows

7. The 72 faces of God

8. Beyond the valley of despair

9. Violent Show

10. Armageddon

11. Silent Force



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Soundcloud: https://soundcloud.com/scars-962703119

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