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  • Foto do escritorMaria Correia

The Aggrolites encabeça evento dedicado ao ska em São Paulo



Texto: Guilherme Gões

Fotos cedidas por Mateus Machado credenciado pelo Music Cult


Na quarta-feira (15), em meio às comemorações do feriado da Proclamação da República e diversos eventos voltados ao heavy metal rolando em São Paulo, incluindo a apresentação da lendária banda inglesa Saxon e o Thorhammerfest, uma celebração da cultura viking, a produtora Powerline surpreendeu ao organizar uma espécie de “mini festival” dedicado ao ska. A festa contou com a presença marcante do The Aggrolites, um dos nomes mais emblemáticos do estilo surgido no início dos anos 2000, além de representantes nacionais como Sapo Banjo, Explêndidos, Marzela e Maga Rude.


Diante de um público ainda reduzido, as meninas do Maga Rude fizeram um set curtíssimo, que sequer durou 30 minutos. Além disso, uma inoportuna falha técnica atrapalhou a apresentação. Mesmo diante dos contratempos, ainda foi possível perceber a proposta interessante da banda, que mescla elementos da cultura pin-up com os ritmos cativantes do ska.



Em seguida, subiu ao palco Marzela, um grupo do ABC paulista, região famosa por ser um reduto de notáveis nomes do punk que deixaram sua marca no cenário nacional nos primórdios do movimento. Com uma mescla intrigante de tons diversos e letras que flutuavam entre inglês, português e espanhol, os rapazes incendiaram a pista com as faixas “Lost In The Days”, “Grey City”, “Ruptura” e “Hasta Mañana”, além de outras faixas de seus primeiros trabalhos, apresentando um som robusto com uma forte presença de instrumentos metais.



O vocalista Cris Crass se destacou pela performance energética, conduzindo o set com uma empolgação contagiante, como se estivesse liderando um espetáculo gigantesco.


Com o clima de festa em alta, foi a vez do Explêndidos, um grupo mineiro formado por 9 integrantes, entrar em cena. Mantendo a tradição visual e sonora do ska, com seus trajes xadrezes e instrumentos de sopro característicos, a banda apresentou uma envolvente fusão entre o ritmo pop dos anos 80 e o ska.



No set, destaque a contagiante faixa “Eskambo”, carregada de ritmo dançante, além de um vibrante cover de “Top-Top” dos Mutantes, recentemente escolhido para integrar uma coletânea inglesa que destinará seus lucros à luta contra o câncer.


Encerrando o bloco com nomes nacionais no evento, o Sapo Banjo subiu ao palco com sua nova vocalista, Naty Zanellato, conhecida na cena underground por integrar a banda de hardcore melódico Continue. O destaque do show foi a marcante presença de palco da moça, evidenciada por suas coreografias animadas.


O grupo, por sua vez, trouxe uma ênfase notável nos arranjos de contrabaixo e guitarra, elevando a experiência musical.



Um momento especial aconteceu durante "Amor na Cidade", quando Skatarrone, músico convidado, uniu-se ao conjunto no palco e pediu para a plateia fazer uma espécie de “wall of death” ska, com a pista sendo dividida ao meio e com todos dançando juntos ao final da música.


Com a missão de finalizar a vibrante celebração dedicada ao ska diante de uma casa completamente lotada, os integrantes do The Aggrolites surgiram no palco com um breve atraso de 10 minutos, embalados pela música "Beggin”', original do The Four Seasons, mas que ganhou reconhecimento global recentemente devido a interpretação do grupo italiano Måneskin. Sem os tradicionais instrumentos de metais, deram início ao set com "Funky Fire", seguida por "Free Time", uma das favoritas do público, destacando a excelente sintonia entre o tecladista Roger Rivas e o baixista Jeff Roffredo. Jeff saudou os fãs em português e introduziu "Pound For Pound", que foi decorada com um hipnotizante jogo de luzes com as cores do ska.


O show prosseguiu com uma fusão curiosa de faixas instrumentais, remetendo mais ao jazz do que ao ska, como "Lunar Eclipse", além de outras faixas populares como "Thunder Fist" e "Reggae From The Ghetto", animando entusiasticamente a plateia.



No final, o roqueiro Supla surgiu vestido com o típico xadrez preto e branco, e participou em um inesperado cover versão reggae da clássica "Don't Let Me Down" dos The Beatles, encerrando o evento de maneira inusitada.



Foi incrível testemunhar o público comparecendo em massa para celebrar o ska em pleno feriado, mesmo com diversas atrações simultâneas em São Paulo. Isso ressalta a notável diversidade musical presente na maior metrópole da América do Sul.


Setlist



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