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Metal no Papel é um novo projeto desenvolvido recentemente com o único intuito de propagar o Metal e suas vertentes sem degradação e, sim, de alguma forma trazer o devido apoio às bandas brasileiras, contemplando as notícias e informações pertinentes ao público devido.

 
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Bem vindos ao Metal no Papel!

Entrevista com a banda Exorcismo - Não vejo apenas falta de apoio as bandas. Vejo que também falta empenho e profissionalismo em algumas bandas.

October 29, 2018

Tive uma otíma entrevista com os manos do Exorcismo que você pode conferir logo abaixo. 

 

Obrigado por aceitar o meu convite para esta entrevista. Primeiramente gostaria de perguntar, como a banda Exorcismo surgiu?

 

R:  Eu que agradeço o espaço, brother. Bom a Exorcismo surgiu das cinzas da banda Morgue em 2007. A banda no início fazia um som mais death old school e cantava em português e chegou a lançar uma demo chamada última batalha em 2008, mas essa formação durou pouco tempo. Juntei-me a banda no início de 2008 e decidimos reformular a sonoridade para um thrash mais tradicional e cantado em inglês e mantemos essa essência até então.

 

Conta pra nos quais as temáticas abordadas no disco “Exorcise and Steal”, conte-nos também sobre o lançamento do mesmo!

 

R: Então, nossas letras falam sobre críticas sociais, anticristianismo, guerras nucleares e tem uma letra muito especial contra essa galera que não soma em nada e só quer treta e desunião na cena, além de se comportarem como falsos apoiadores e que por trás lhe apunhalam e falam mal de você e do que você faz. Sobre o lançamento, reuni uma nova formação para regravar o Exorcise and steal que na verdade foi um disco feito entre 2008 e 2009 por mim e pelo guitarrista antigo Izaak hammer. O disco sairia em 2010, porém a banda esteve parada entre 2011 e 2016. Reformulei a banda junto com os caras da formação atual, fiz todas as letras e lançamos agora em maio de 2018. O bagulho foi bastante árduo e trabalhoso mas está valendo muito a pena.

Quais são as maiores influencias para a “Exorcismo”?

R: Ouvimos trocentas bandas. Mas posso citar algumas: Gammacide, Devastation, Razor,Vio-lence, Sepultura old, Dark Angel, Sadus, Attomica, Atrophy, Sacred Reich, Sacrilege BC, Sacrifice, Angel dust, Possessed, enfim é banda pra caralho (Risos).

 

Como foi aceitação do EP de vocês? Vi que foi lançado em outro país, pra mim é um ótimo material que foge a bastantes clichês que há por ai.

 

R: Bom, a repercussão do full está sendo a melhor possível. Eu me sinto muito satisfeito com tudo o que já foi resenhado e falado sobre esse disco. Creio que o lançamento na gringa foi consequência do trabalho árduo, do esforço de acordar de 04:30 da manhã pra poder ensaiar de manhã cedo, único horário disponível pra todos. Vale citar também o tempo que demoramos para fazer toda a produção. Levamos um ano e dois meses para deixar o disco pronto num nível que deixassem todos satisfeitos com o trabalho. Enfim eu acredito muito que o reconhecimento seja a consequência de todo o esforço e empenho que colocamos em prol desse lançamento. Foi algo que todos deram a alma de verdade para fazer acontecer.

 

Qual seria o próximo passo pra a Exorcismo agora? Vocês pretendem fazer alguma tour?

 

R: Sim, temos muito interesse em fazer uma tour nacional e também internacional. Algumas propostas já foram sondadas, mas estamos fazendo tudo com muita cautela e sem nenhuma pressa. Temos nossos trabalhos, famílias, esposas, faculdades e uma série de compromissos da vida pessoal que ainda estão sendo devidamente conciliados para que uma série de datas sejam organizadas e que possamos espalhar nosso som pelos quatro cantos do Brasil e do mundo sem deixar de cumprir com quaisquer compromissos que temos. As tours acontecerão no momento certo e eu creio que vem muita coisa para a banda num futuro próximo.

 

Em meio a essa atual “cena” do metal o que você tem a comentar sobre o que acontece? O que você acha dessa total “guerra” que rola atualmente sobre “lados” politicos!

 

R: Cara, acho válido ter um posicionamento político firme e bater de frente com o conservadorismo, religiosidade e outras hipocrisias. Infelizmente nosso meio está infestado de "banger conservador" que defende tudo o que nós combatemos diariamente dentro do underground. Fora essa galera ultra conservadora tem uma galera maquiada com discurso libertário e o escambau, mas vez ou outra dá um vacilo machista ali, homofóbico aqui, ou seja, existe uma cena muito segregada e contraditória ao mesmo tempo que existe uma galera firme em seus propósitos que não se deixa levar por falácia política e coloca o metal e o underground na frente de tudo que é realmente o certo a se fazer. Eu sou o tipo de cara que já retruquei muito em internet por conta de política mas que hoje me cansei desse cenário de debate de Facebook. Tenho minhas convicções e quem me conhece sabe meu proceder. Mas no panorama atual da cena creio que ser fiel as suas convicções e fazer o seu som de forma honesta e dentro do que somos é o melhor remédio para quem ainda deseja manter a chama sempre viva. Tem muito molequinho xingando Bolsonaro por aí e fazendo falcatrua contra a banda dos outros e criando intriga da oposição. Tem que ter muito cuidado, muito lobo em pele de cordeiro para ser combatido além dos conservadores.

 

Agora vamos falar de shows, você acha que tem faltado festivais com uma excelência maior com as bandas do Underground? Como você vê essa relação dos shows, você acha que falta uma preocupação maior com as bandas locais?

 

R: Não vejo apenas falta de apoio as bandas. Vejo que também falta de empenho e profissionalismo em alguns casos de algumas bandas. É importante salientar que existem eventos e produtoras que normalmente dão preferência aos amigos e bandas de amigos. Ou os velhos dinossauros das cenas porém vejo a questão da forma de divulgação, produção, apresentação, postura etc.., como fatores preponderantes para uma banda tocar num bom festival. Não adianta um cara ter uma banda, não fazer o seu trabalho de modo profissional, não possuir uma boa rede de contatos e viver em grupos de Facebook ou Whats app xingando A ou B de panelinha ou outras coisas mais. Vejo muita banda boa na cena em geral do Brasil, mas que peca nesses quesitos citados acima e quando se veem acuados sem oportunidades de "crescer" a ponto de ser "aceito" em festival x aplicam as mesmas táticas. Se encolhem em sua bolha, produzem seus eventos incluindo apenas a banda dos seus amigos e nem se dão conta mas fazem o mesmo do que acusavam a produtora de algum evento. Em resumo, existe alguns produtores que tem preguiça de conhecer e expandir os horizontes e isso é fato, mas também tem muita banda que tem tempo de estrada e não faz por onde o seu trabalho ser reconhecido. E picuinha na internet é algo que descredibiliza e atrapalha bastante a banda a crescer e expandir.

 

Bem, muito obrigado pelo o tempo grande Denis, espero entrevista-lo novamente em outro momento, deixo aqui o espaço para suas considerações finais!

 

R: Eu que agradeço pelo espaço meu brother e gostaria de lhe propor numa próxima oportunidade, se possível for, com toda a banda presente. Os caras são muito gente boa e você vai gostar muito deles. No mais é isso desejo sucesso nos projetos, vida longa ao hell`s ambassador, a você e ao site. Forte abraço, meu caro!

 

 

 

 

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