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  • Foto do escritorMaria Correia

Com maestria e abertura teatral, show do Watain consagra sua passagem por São Paulo


Texto: Filipe Moriarty - @filipemoriarty

Redator credenciado por www.osgarotosdeliverpool.com.br e nos cedeu o texto gentilmente

Foto: André Santos - @andresantos_mnp

Realização: KLF Productions - @klfshows

Assessoria: ASE Music Press - @ase_press


'Você já sentiu o cheiro da Morte?! Se a sua resposta foi “não”, mas tem curiosidade...Um show do Watain, pode ser o mais próximo do que você chegará dessa experiência! O grupo foi trilhando seu caminho rumo ao topo do black metal, algo que conquistou em definitivo em 2010, ano do "Lawless Darkness", que surpreendeu o público de forma unanime e devastadora. Formada em 1998, na cidade de Uppsala, o Watain traz shows pirotécnicos e imersivos. Os suecos já se apresentaram no Wacken Open Air, Bloodstock, Hellfest, além de excursionar ao lado de nomes como Behemoth, Kreator, Mayhem, Rotting Christ, entre outros.'


O The Rottens, vem com sua primeira apresentação e trazendo clássicos da fase de Manu Joker em sua passagem pelo lendário Sarcófago. formado por Manu Joker (vocal, Uganga, ex-Sarcófago, Angel Butcher), Maurício Nogueira (guitarra, Tribal Scream), Vitor Munhoz (guitarra), Michel Crisaor (baixo) e Bráulio Drummond (bateria,ex-Unearthly). O grupo tocou o álbum ‘Rotting’ na íntegra, além de sons do Angel Butcher. Em dado momento tivemos até a presença de Armando, guitarrista do lendário Mystifier, que cantou a canção "Rotting" e formou uma, até então pequena e tímida, roda e mas foi em Total Violence e Nightmare que o público se esquentou e a banda pode encerrar sua apresentação.


O Watain nunca decepciona. Dessa vez divulgando 'The Agony & Ecstasy of Watain'. O álbum já vem carregado de muita visceralidade e com uma sonoridade sombria e de muita velocidade rítmica, era uma incógnita como seria a performance desse grupo ao vivo para um disco tão caprichado e completo. Da forma com a qual ele era aguardado, a banda conseguiu trazer a atmosfera e a excelência da sua sonoridade aos palcos do Fabrique Club.


Com o palco preparado com todas as bandeiras e velas que costumam acompanhar as apresentações da banda, Erik Danielsson foi o primeiro a entrar. E bastou o mesmo surgir com a sua famosa Tocha para o público ir à loucura!

Erik acendeu o altar em seu ritual costumeiro - também presente em todas as apresentações. Assim como acendeu os totens a frente do palco, ao final, também como de costume, ele entrega ao público a tocha que permanece acesa durante toda apresentação. Com o time completo no palco a banda começou a apresentação com "Ecstasies in Night Infinite" Com um som amedrontador, que dava para sentir na carne cada batida que o baterista dava.


Já com nossas expectativas devidamente atendidas pela brutalidade e visceralidade das notas tocadas, o clima ficou ainda mais denso com "Devil's Blood", afinal esse foi o momento em que Erick derrama o sangue presente e o cheiro podre toma conta do ambiente, O cheiro era terrivelmente pútrido, acompanhado de toda aura imposta ali...o clima era satisfatoriamente amedrontador. Com seus riffs que mais pareciam lâminas, blast-beats poderosos e vocais profundamente agonizantes o som prensava a todos contra sua própria mente, e era imensa a agitação da plateia, que formou uma roda repentinamente brutal e incessante. A aura musical negra do quinteto ao vivo é insana, e se aprimorou muito desde a última apresentação. Um verdadeiro show de black metal.

O guitarrista Pelle Forsberg tem uma postura incrivelmente brutal, "Before the Cataclysm" a introdução só mostrou o quanto Pelle é certeiro e tecnicamente impecável, além de profundo e dilascerador, algo que o só o black metal pode proporcionar tecnicamente.Ao ver a plateia que parecia atônita Erik Danielsson fez uma homenagem a grandes nomes do metal nacional, pedindo honrarias a Vulcano, Sarcófago, Sextrash, Mystifier, Sepultura e Holocausto ao microfone.


Para encerrar, após a quebradeira geral em "Nuclear Alchemy, a derradeira "Malfeitor" que está presente no álbum "Lawless Darkness" de 2010, deu notas finais para a apresentação, talvez a mais conhecida música dos suecos, onde o público pois o Fabrique abaixo. O baixista Alvaro Lillo mostrou sua insanidade ao transitar pelo palco interagindo com todos os lados da plateia.


Então após essa apresentação apocalíptica, todos ainda permaneciam amontoados diante do palco, aguardando um bis que não veio. o Show em si não teve grandes mudanças de setlist ou de protocolos padrões conhecidos da banda, foi um show satisfatório. Mas deixou um desejo de mais.


"Há fatos curiosos pré evento que devem ser citados, coisa que nos faz pensar o quanto estamos imersos em uma espécie de "ficção literária" do universo Black Metal, como uma confusão que teve como espectadores o público que esperava a entrada do evento, e como participantes duas pessoas: uma delas uma importante figura do cenário nacional e internacional do Black Metal, o que causou até a intervenção do próprio Watain nessa "situação" que o colocaram para dentro do Fabrique para evitar mais confusão. "


No mas, tudo isso não tirou o brilho do evento e, só fez com que o mesmo criasse um parágrafo a mais e gerasse um assunto para aqueles que não puderam comparecer.


SETLIST THE ROTTENS

1.The Lust

2.Alchoohlic Coma

3.Tracy

4.Rotting

5.Sex, Drinks & metal

6.Total Violence

7.Nightmare


SETLIST WATAIN

1.Ecstasies in Night Infinite

2.Black Flames March

3.The Howling

4.I Am the Earth

5.Reaping Death

6.Devil's Blood

7.Serimosa

8.Before the Cataclysm

9.Nuclear Alchemy

10.Malfeitor





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