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  • Foto do escritorMaria Correia

Glenn Hughes celebra a música dos anos 70 com performance irrepreensível



Texto e Fotos: Belmilson Santos - @bel.santosfotografia


Fotos Hammerhead Blues: Paula Cavalcanti - @eyeofodin.photo


Se o Voice of Rock estava gripado alguns dias atrás e chegou até a cancelar a apresentação que ocorreria em Curitiba, felizmente o resfriado não deu sinais de resquícios, pois desde o início com "Stormbringer" Glenn Hughes desfilou classe e competência que somente os grandes mestres possuem no último domingo.


A noite ainda contou com shows das bandas Hammerhead Blues e Red Water que fazem um classic rock com muita competência já deixando implícito que a noite seria memorável.


Red Water


As fotos do Hammerhead Blues foram cedidas gentilmente pela fotógrafa Paula Cavalcante



Para esse que voz escreve música é magia e sentimento. Glenn Hughes e sua tour em comemoração ao icônico "Burn" me fez voltar ao tempo e lembrar do vinil "Live In London" que por algum motivo misterioso fui presenteado por meu pai nos hoje já longínquos anos 80.


Como bem lembrado pelo próprio Glenn durante uma pausa no show, ele é o único dos remanescenentes vivos interessado em tocar as canções do MK 3 do Purple e, cada pessoa ali no Vip Station entendeu o recado, aproveitando cada segundo e cantou à plenos pulmões os clássicos dessa fase.


Após a abertura com "Stormbringer" veio a magnífica "Might Just Take Your Life" com suas linhas de orgão Hammond em conjunto com linhas vocais e refrão para berrarmos com paixão e "Sail Away" para confirmar o quanto o disco "Burn" é uma obra prima atemporal.

"You Fool No One" trouxe o momento California Jam com suas longas passagens instrumentais, típicas das bandas dos anos 70 onde o Purple era mestre e seus solos individuais.


Esse momento me fez dar nota 9,5 para o show: segundo a Lei Mundial da Bateria inciso 01 parágrafo primeiro: para os bateristas que se arriscam em fazer solos, informamos que o único capaz de não fazer esse momento se tornar enfadonho é Mr. Ian Paice. Ponto Final.

Mas independente disso, a banda arrasou trazendo blues, hard e seu ritmo contagiante para a extasiada plateia.

Veio uma pausa depois desse tsunami? Que nada.


Esse imparável jovem de 72 anos mandou simplesmente "Mistreated" onde comprova, como se já não soubéssemos disso, o porquê de ser considerado um dos maiores vocalistas desse planeta.Blues e Soul caminhando juntos nessa que pra mim é a grande música cantada pelo vocalista inglês. O que ele faz com a voz no final da música é algo para ficar eternizado em todos os sentidos do presentes e fazer emocionar até o mais duro dos hard rockers.


Apesar de estar comemorando o disco "Burn", outro clássico esteve presente. "Gettin’ Tighter" do "Come Taste The Band" veio homenagear o Purple da fase Tommy Bolin e "You Keep On Moving" com o público cantando alto novamente quase encobrindo o som da banda fechou o set regular.


Para o Bis e para surpresa de uma boa parcela da plateia, Chad Silva, quer dizer, Chad Smith dos RHCP apareceu para tocar com o amigo de longa data e desceu a madeira na catártica "Highway Star" e claro para o fechamento do show com "Burn".


Oficialmente foram "apenas" 10 músicas no set, mas que nos proporcionaram mais de duas horas de música boa, instrumental afiado e muita, muita emoção.


Set List

  1. Stormbringer

  2. Might Just Take Your Life

  3. Sail Away

  4. You Fool No One / High Ball Shooter / Drum solo / The Mule

  5. Mistreated

  6. Gettin’ Tighter

  7. You Keep On Moving

  8. Highway Star (com Chad Smith)

  9. Burn (com Chad Smith)











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