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  • Foto do escritorMaria Correia

Em tarde nublada de São Paulo, finlandeses do Swallon The Sun apresenta show em clima soturno


Texto: Andrei Ramirez - @andreiramirez13

Fotos Anderson Hildebrando - @andersonh_fotografia

Realização: Venus Concerts -@venusconcerts

Press: Tedesco Comunicação & Mídia - @tedesco.com.midia


E para encerrar o chuvoso carnaval paulistano (ao menos o do calendário, pois os eventos com a temática seguem até o final do mês), o Fabrique Club foi palco para o doom metal dos

finlandês do Swallow the Sun, sonoridade que fez mais jus a climática do dia nublado.


Por volta das 18:30, a fila não era a das mais extensas em frente a casa, o que já ditaria a

lotação até o final do evento, que não foi a das maiores. Mas dadas as circunstâncias, não

podemos falar, como se diz atualmente que o show ‘’flopou’’.


O calendário de shows de 2022 para 2023, pós período pandêmico, tem ficado cada vez mais extenso aos fãs de rock e metal (seria motivo para reclamar? rs) , e existem gêneros e sub-gêneros que costumam ter um público mais específico dentre os fãs brasileiros.


Logo adentrei a casa, onde já se encontravam demais colegas como redatores e fotógrafos de

outras mídias musicais, á postos para recepcionar a abertura que contou com o show do

Warshipper. O quarteto interiorano trás uma sonoridade mesclada entre death metal,

passagens prog, e até de doom em alguns momentos, mas para este show de abertura, nota-

se que o setlist foi mais calcado em Death Metal.

Talvez mais pela presença de palco, e simpatia do frontman, que se mostrou grato pela

oportunidade do momento, conseguiriam aquecer ao público presente.


Renan (vocal), Rafael (guitarra), Rodolfo (baixo) e Theo (bateria) aproveitaram o ensejo para anunciarem seu quarto álbum, com lançamento para Abril e para gravarem um vídeoclipe no show, para a inédita Religious Metástase.


No intervalo que precedia ao headliner da noite, notamos os próprios integrantes do StS

preparava os equipamentos para o show, enquanto o Dj optou pelo Hard e Glam rock na

discotecagem. Além de que notei a presença do ilustre e formador de tantos, Gastão

Moreira, na pista.


Por volta das 19:30, Juha e Juho (parece nome de irmãos gêmeos, nas guitarras), Mikk (vocal), Pyry (baixo) e Juuso (bateria) iniciam a apresentação com um setlist que passaria por todos os álbuns da banda, que são 7 no total, desde sua formação em 2000.


Uma exímia apresentação, mostra porque os finlandeses se consolidaram como um dos grandes nomes do gênero, ao lado de bandas como My Dying Bride, Katatonia e Anathema. Todo um clima soturno, não só na sonoridade, mas na escolha das luzes para o show.

Destaque para faixa Cathedral Walls, do álbum Emerald Forest and the Blackbird de 2012. A

faixa conta com a participação nos vocais de Anette Olsen (ex- Nightwish), que obviamente

não veio junto para a tour, rs. Mas a maneira como foram executados os vocais via sample,

foram de uma maneira que sentiu-se a presença da vocalista no show.


Embora apresentem um som denso, melancólico, soturno e viajante, ainda há uma certa

performance dos guitarristas ao subirem nos PA's e chamarem o público para realmente

participarem do show.


O Doom Metal do Swallon the Sun, ainda trás passagens de Black Metal em seu som, que tiram os ouvintes um pouco da depressiva viagem musical e os leva a banguear, como na execução da faixa This House Has no Home.

Em meio a treva, antes do bis, o baterista Juso ainda brinca, fazendo uma batida a lá bossa

nova. Antes da execução da tão esperada Moonflowers Bloom in Misery, que notei ser a que

trouxe maior êxtase ao público (inclusive a mim).


Uma mescla de inércia, e dificuldade de ir embora, mas tamanha satisfação após uma

excelente apresentação, tomou conta do pública após o final do show, que já não via os

finlandeses por aqui desde 2014, em sua passagem pelo Overload Music Fest.

E sem dúvida, para fãs, uma apresentação solo, muitas vezes é mais prazerosa do que em festival. Que voltem em breve...

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